As origens do Morro da Conceição do Recife


O surgimento do  Morro da Conceição caminha junto com a chegada da imagem da Imaculada Conceição trazida da França em um navio em 1904, em virtude das comemorações do cinquentenário do Dogma da Imaculada Conceição, o qual foi instituído em 1854, pelo então papa Pio IX. 

No dia 08 de dezembro de 1904, foi inaugurado o monumento com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, pelo então bispo de Olinda, Dom Luiz Raymundo da Silva Britto. A partir desse dia, o Morro da Boa Vista passou a ser denominado definitivamente como o Morro da Conceição.

A imagem  mede 3,5 metros de altura e pesa 1840 kg. Representa Maria Santíssima, toda vestida de branco e envolvida em um manto azul, mostrando-a de pé sobre o globo terrestre, com uma coroa dourada na cabeça, com as mãos unidas em oração e uma cobra sendo esmagada pelos pés. 


                                                                                                                   

Nesta época, o bispo diocesano D. Luís Raymundo da Silva Britto mandou construir uma capela em estilo gótico, cuja inauguração foi realizada no dia 8 de dezembro de 1906. Até então a capela pertencia à comunidade de Poço de Panelas, no Recife.



Devido ao desenvolvimento urbano do local, houve o desmembramento da área do Morro da Conceição, para criação da nova Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Morro, instaurada em oito de dezembro de 1974. No ano seguinte, a paróquia passou a denominação de Matriz do Morro da Conceição. 




Hoje o Santuário apresenta-se de forma moderna, toda revestida com paredes de vidro, permitindo a visão da imagem da Virgem Imaculada de dentro e fora da igreja. Acolhendo assim de forma singular todos os devotos e romeiros que peregrinam até o alto do Morro da Conceição ao longo do ano



Restauração da Imagem

    A imagem foi restaurada pela primeira vez em 2001.

O segundo restauro ocorreu em 2015

Em 2016, passou pela segunda intervenção artística, com duração de três meses para ficar pronta.  De acordo a arquiteta restauradora, Karla Grimaldi, responsável pelo trabalho de restauro da imagem, foi usada massa de poliéster para nivelar as fendas da peça, e na pintura foram utilizadas tintas PU, a mesma utilizada em navios, e placas folheadas de ouro 23k.